O Maranhão foi oficialmente reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação, uma conquista histórica que representa um marco para o setor agropecuário estadual e abre novas perspectivas para a economia local. O anúncio foi feito durante a 91ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris, na França.
O novo status sanitário coloca o Maranhão em um grupo seleto de estados brasileiros que atingiram os mais altos padrões de vigilância e controle sanitário na pecuária. Além do reconhecimento internacional, a certificação significa mais competitividade, abertura de mercados e valorização da produção bovina e bubalina do estado.
Avanços para o agronegócio maranhense
Com a nova classificação, o Maranhão passa a integrar oficialmente a área livre da doença sem a necessidade de vacinação. Isso reduz os custos de produção, aumenta a confiabilidade sanitária e permite o acesso a mercados mais exigentes, como a União Europeia, Japão e outros países que restringem a compra de carne bovina de regiões que ainda utilizam vacinas.
“A certificação como zona livre de febre aftosa sem vacinação é resultado do empenho de produtores, entidades representativas e instituições comprometidas com o desenvolvimento do setor agropecuário. O Inagro se orgulha de contribuir com esse avanço por meio de ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva, promoção de boas práticas e incentivo à competitividade do agronegócio maranhense”, destaca José Ataíde, presidente do Instituto de Agronegócios do Maranhão (Inagro).
Fortalecimento da vigilância e rastreabilidade
A manutenção do status sanitário exige responsabilidade contínua. Órgãos como a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA), o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Maranhão (Fundepec-MA), a Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (Ascem), entre outros parceiros do setor, atuam em conjunto na execução de ações estratégicas voltadas ao monitoramento, à educação sanitária e à rastreabilidade dos rebanhos.
Para a vice-presidente do Inagro, Melissa Ataíde, essa nova fase representa uma virada estratégica para o setor produtivo:
“O reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação amplia as oportunidades para os produtores maranhenses, valorizando a produção local e abrindo portas para novos mercados. O Inagro seguirá apoiando iniciativas que fortaleçam o agronegócio no estado, contribuindo para o crescimento sustentável e para a geração de emprego e renda no campo.”
Expectativas para o futuro
Com a certificação, estima-se um crescimento significativo no volume e no valor das exportações de carne e derivados. Além disso, a inovação tecnológica na cadeia produtiva deve se intensificar, impulsionando programas de rastreamento animal, controle de doenças e padronização dos processos produtivos.
O Inagro seguirá acompanhando os desdobramentos dessa conquista e promovendo ações de qualificação, orientação e apoio ao produtor rural maranhense, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do agronegócio no estado.